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Há indícios de que a crise ficou para trás no mercado imobiliário

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‘Há indícios de que a crise ficou para trás no mercado imobiliário’

 

BÁRBARA MARIANO

Nos últimos seis meses, a contratação de estudos de viabilidade econômica para projetos imobiliários residenciais quase dobrou na consultoria Binswager Brazil, especializada também em locação, compra e venda de escritórios de alto padrão e galpões logísticos. Isso mostra, segundo o presidente da companhia, Nilton Molina Neto, que o setor de desenvolvimento imobiliário está se movimentando para futuros lançamentos. Também no segmento de escritórios de alto padrão das Avenidas Faria Lima e Juscelino Kubitschek, região nobre de São Paulo, a crise ficou para trás. “Nessas duas regiões, a vacância caiu muito e está abaixo do ideal.” A seguir, trechos da entrevista.

Como está o mercado imobiliário neste início de ano?
 

Temos dados que mostram que o mercado de escritórios de alto padrão está retomando em algumas regiões específicas. A vacância na região mais valorizada do País, das Avenidas Faria Lima e Juscelino Kubitschek, em São Paulo, está abaixo de 10%. Na crise, passou de 20%. E há um volume projetado de entregas de escritórios para os próximos três anos que é abaixo da taxa absorção média.

O que isso significa?
 

Que escritórios de alto padrão nessas regiões vão custar caro. Os preços vão subir porque a vacância vai ficar muito baixa.

Foi sentida alguma reação em outros segmentos? Temos uma empresa dedicada a serviços de consultoria. Nos últimos seis meses tivemos forte crescimento da contratação de estudos de viabilidade econômica de projetos. No segundo semestre do ano passado, a demanda quase dobrou em relação ao mesmo período do ano anterior. A grande demanda por estudos de viabilidade de projetos demonstra que o setor de desenvolvimento imobiliário está se movimentando. É um sinalizador favorável para o futuro, pois o estudo de viabilidade é a primeira etapa para começar um novo projeto.
 

Em quais setores esses estudos de viabilidade estão concentrados? Principalmente nas grandes capitais, como São Paulo. A maioria dos estudos é para avaliar a viabilidade de terrenos voltados para desenvolver projetos imobiliários no setor residencial e, pontualmente, algum desenvolvimento para o setor industrial. Nesse caso, trata-se de uma demanda específica para algum cliente.

O grande estoque de imóveis residenciais diminuiu?
 

Nos últimos três anos, houve um volume muito pequeno de lançamentos e uma grande quantidade de distratos de terrenos que as incorporadoras e construtoras tinham comprado. Agora é o momento de essas empresas retomarem os projetos. / MÁRCIA DE CHIARA


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